Experiência | Projeto visita experiências com apoio acadêmico e de saber popular em diferentes regiões

Em paralelo à escuta dos profissionais de saúde, o projeto Ativa Farmácia Viva visitou serviços de fitoterapia do SUS e experiências ligadas a universidades e centros de pesquisa. Ao longo de 2025 foram conhecidas, pela equipe de pesquisadores, farmácias vivas e outros projetos de fitoterapia no Ceará, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro e em São Paulo.

Em Jardinópolis (SP), foi acompanhado o Projeto Farmácia da Natureza, durante capacitação em Farmácias Vivas. Compreender as expectativas, facilitadores, potenciais e dificuldades foram os objetivos da atividade realizada.

No Ceará, um dos focos foi o Núcleo de Fitoterapia (Nufito), do governo do estado, que dispõe de equipe para suporte técnico aos municípios. Conta com horto e estrutura para beneficiamento das plantas medicinais, mas ainda com atividades inativas. Outra experiência observada, a Farmácia Viva Maria Lúcia Fernandes, tem 34 anos de funcionamento e foi desenvolvida em uma unidade da prefeitura que funciona em anexo à Universidade de Fortaleza (Unifor), da rede privada. O projeto forma equipes, desenvolve pesquisa, oferece suporte ao estágio do curso de farmácia da Unifor e produção de fitoterápicos.

Equipe do ObservaPICS esteve também no Mato Grosso do Sul, visitando a secretaria estadual de saúde e a farmácia viva instalada no campus da Universidade Federal naquele estado (UFMS), parceira do projeto estadual. As instalações estão sendo estruturadas e compreendem tanto o cultivo de plantas, como a preparação de medicamentos. Há projetos com comunidades indígenas, que incluem infraestrutura de beneficiamento primário (secagem) adaptada à realidade local. O núcleo atua em parceria com as Universidades Federal e Estadual do Ceará e outras duas privadas (UniLa e Ufor).

No território fluminense, a visita foi ao setor agroecológico do Centro de Inovação de Geodiversidade de Saúde de Farmanguinhos, na Fiocruz, espaço conhecido como Fiocruz Mata Atlântica. Acompanhados por Jefferson Pereira, apoiador do Ativa Farmácia Viva e coordenador do sistema nacional das RedesFito, pesquisadores do ObservaPICS conheceram a estrutura de produção agroecológica de plantas medicinais, de fitomedicamentos e de outros produtos desenvolvidos à base de plantas.

“Estamos observando como as farmácias vivas estabelecem relações com instituições parceiras. Nessa visita à Fiocruz Mata Atlântica, estamos conhecendo uma das instituições que é parceira de diversas farmácias vivas nas suas diferentes etapas de execução das atividades”, explica Pedro Carlessi.

O foco, acrescenta, “é o cultivo de plantas medicinais e a distribuição dessas matrizes para as farmácias vivas que têm acordos de cooperação com a Redesfito, como também a identificação taxonômica dessas plantas utilizadas pelas diferentes farmácias vivas do Brasil”.

Em Pernambuco, o grupo técnico do projeto visitou o casal Celerino Carriconde e Diana Mores, ele médico e ela enfermeira, que desenvolveram projetos de valorização da organização comunitária, do saber tradicional e educação em saúde com cultivo e uso racional e plantas medicinais entre os anos de 1980 e 2010. Juntos, fundaram o Centro Nordestino de Medicina Popular, em Olinda.

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