Ciência | Plataforma Nacional de Fito recebe contribuições
Importante solução tecnológica de registro e análise de dados, a Plataforma Nacional de Serviços de Fitoterapia do SUS, lançada pelo ObservaPICS/Fiocruz neste ano, começou a receber colaboração de gestores da saúde pública. “Estamos capacitando estados e municípios para uso da plataforma, seja na busca ou adição de informações”, explica Pedro Carlessi, pesquisador e um dos coordenadores do projeto Ativa Farmácia Viva, executado pelo Observatório com financiamento do Ministério da Saúde, responsável pelo mapeamento.
Na plataforma estão dispostos os serviços de fisioterapia, ativos ou em implantação. Foi lançada com dados gerados em pesquisas do Observatório.
Estão sendo capacitados profissionais da assistência farmacêutica e equipes de municípios mobilizados por secretarias estaduais de saúde. Um formulário está disponível para agendamento de capacitações.
Em parceria com a Associação Brasileira de Farmácias Vivas (ABFV), o Observatório promoveu também uma orientação remota a profissionais da área.
Repercussão
O diretor de políticas públicas da ABFV, Roger Remy Dresch, avalia a Plataforma Nacional de Informações sobre a Fitoterapia no SUS “como um avanço estratégico fundamental para tornar a gestão da informação mais clara, acessível e participativa”.
Segundo ele, “como instituição que participa ativamente da validação desse instrumento, a ABFV reconhece que a plataforma, bem alimentada, poderá possibilitar a organização de dados técnicos e científicos essenciais, permitindo uma visão transparente dos projetos em atividade ou em implantação no território nacional”.
Para a Associação Brasileira de Farmácias Vivas, o mapeamento auxilia profissionais e gestores ao identificar os serviços de fitoterapia em atividade, favorecendo troca de experiências e colaboração para a implantação de novos serviços de farmácias vivas, hortos terapêuticos e ervanarias. “A ferramenta facilita a atualização constante de dados e o acesso a subsídios técnico-científicos, otimizando a tomada de decisão e a integração entre as diferentes etapas da cadeia produtiva de plantas medicinais e fitoterápicos”, afirma Dresch.
A ABFV defende a consolidação das Farmácias Vivas como um modelo de assistência farmacêutica pública, alinhado às diretrizes das políticas nacionais de plantas medicinais e de práticas integrativas e complementares. Argumenta que os serviços públicos de fitoterapia sejam incluídos no orçamento do SUS, de forma contínua, por meio do modelo de financiamento tripartite, envolvendo a participação do Ministério da Saúde, dos estados e dos municípios. “Nossa atuação foca na articulação governamental para propor mudanças legislativas, com destaque para a luta pela aprovação de um Projeto de Lei que garanta segurança jurídica e constitucional a esses serviços no SUS”, reforça o diretor da entidade.
Na opinião dele, o incentivo deve ocorrer por meio da sensibilização de gestores estaduais e municipais, da orientação técnica para a elaboração de projetos voltados à captação de recursos para estruturação, e da criação de um orçamento continuo para manutenção dos serviços implantados, em funcionamento. “É importante investir na capacitação dos profissionais de toda a cadeia produtiva e promover campanhas que sensibilizem a população sobre o uso seguro da fitoterapia. Além disso, defendemos a migração para uma rede cogerida e interfederativa, que integre centros de pesquisa e ensino para oferecer suporte botânico, controle de qualidade e salvaguarda da biodiversidade”, reforça.

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