O Observatório Nacional de Saberes e Práticas Tradicionais, Integrativas e Complementares em Saúde (ObservaPICS) ligado à Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está lançando a Plataforma Nacional de Informação sobre a Fitoterapia no SUS: Mapeamento Participativo da Oferta de Plantas Medicinais e Fitoterápicos na Rede Pública de Saúde. Nela estão disponíveis dados acerca dos serviços de fitoterapia implantados e ou em funcionamento no Sistema Único de Saúde do Brasil, reunidos durante pesquisas realizadas pelo Observatório de 2021 a 2025.
“Trata-se de uma ferramenta participativa, que pode ser consultada e alimentada pelas equipes de saúde, disponibilizando assim um retrato atualizado da oferta de serviços de fitoterapia e produtos delas derivados no cuidado da população brasileira”, explica a coordenadora do ObservaPICS, pesquisadora da Fiocruz Pernambuco, Islândia Carvalho.
A plataforma está sendo apresentada ao Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, ligado ao Ministério da Saúde, nesta quarta-feira (8/4), em Brasília. E pode ser acessada no site do ObservaPICS, na página do projeto Ativa Farmácia Viva. O projeto conta com financiamento donDepartamento de Assistência Farmacêutica (DAF) do Ministério da Saúde.
Pedro Carlessi, um dos coordenadores do Ativa Farmácia Viva, destaca os objetivos da plataforma:
“O primeiro é consolidar dados de pesquisas dedicadas a identificação de serviços públicos de fitoterapia. Há um conjunto diverso de estudos dessa natureza, que buscam todos eles, por metodologias das mais diversas, superar o déficit de informação sobre a presença e diversidade da oferta de fitoterapia em diferentes níveis da gestão pública. Poucas secretarias estaduais de saúde possuem informações consolidadas a esse respeito, e o governo federal monitora apenas os projetos financiados pelo DAF ou aqueles previamente cadastrados em bases de dados nacionais, como o Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (Cnes). Surgiu então a necessidade de superar essa fragmentação com base na experiência e conhecimento dos próprios territórios. O segundo objetivo da plataforma é superar o caráter estático das pesquisas até então empreendidas, tornando os próprios usuários da ferramenta gestores das informações nela disponíveis”.
O professor e pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), René Duarte, colaborador do Projeto Ativa Farmácia Viva, considera o compartilhamento de bancos de dados, previsto pela plataforma, um importante recurso para pesquisas científicas. “Atualmente já estamos utilizando os bancos de dados do ObservaPICS para trabalhos científicos na graduação e mestrado. A plataforma vai fortalecer ainda mais.”
Quem acessar a plataforma vai encontrar um mapa de serviços e poderá escolher filtros para desenvolver a leitura, elegendo, por exemplo, o estado da federação ou tipo de serviço de fitoterapia que deseja explorar na pesquisa, podendo inclusive verificar em que fase de implantação se encontra. Os dados são apresentados na forma de mapas e de sínteses. E podem ser baixados.
Para envio de dados e de sugestões, é feito um rápido cadastro na página. Um tutorial ensina como explorar as informações e navegar na plataforma. A metodologia utilizada na construção também está disponível.
Acesse a plataforma
Plataforma de Fito
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