A busca da integralidade no SUS, estimulando diferentes formas de cuidado, será uma das temáticas exploradas pelo Observatório Nacional de Saberes e Práticas Tradicionais, Integrativas e Complementares em Saúde da Fiocruz durante o 14º Congresso da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a ser realizado de 28 de novembro (esta sexta-feira) a 3 de dezembro em Brasília.  Vinculado à Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fundação (VPAAPS), o Observatório executa no momento projetos de apoio à saúde mental de profissionais da Atenção Primária (APS) e funcionamento de Farmácias Vivas, ações que promovem territórios saudáveis. A participação no Abrascão pela equipe de pesquisadores e colaboradores do ObservaPICS (foto/divulgação) será em oficinas, debates e por meio de pôster.

“Queremos discutir uma saúde pública e coletiva que aprimore o cuidado integral desde a Atenção Primária, levando em conta cada indivíduo (usuário e trabalhador do SUS), seu grupo e meio social, ambiente, culturas e ancestralidades”, afirma a pesquisadora da Fiocruz Pernambuco e coordenadora do ObservaPICS, Islândia Carvalho. Ela participará, durante o Abrascão,  de mesa do GT Abrasco que trata de Racionalidades e Práticas Integrativas.

Para Islândia, um dos principais desafios no SUS é a integralidade, o que implica na reconstrução da sociabilidade e dos afetos (por si, pelo outro, pelo ambiente), o que vai muito além da biomedicina. “O ObservaPICS atua com esse olhar, aproximando, por meio de pesquisas e projetos de apoio técnico,  o mundo acadêmico do SUS e ao mesmo tempo valorizando práticas comunitárias, milenares e tradicionais de promoção da saúde”, completa. 

No Brasil há 29 práticas integrativas reconhecidas pelo Ministério da Saúde, presentes na maioria dos municípios. Em países das Américas há iniciativas de valorização das medicinas indígenas em diálogo com as políticas convencionais de saúde.

BEM VIVER  – Durante o Abrascão serão apresentados resultados do projeto Saúde e Bem Viver, executado pelo ObservaPICS com financiamento do Ministério da Saúde. Por meio de curso oferecido em parceria com escolas de saúde pública dos estados, o projeto trabalha, com profissionais da APS dos municípios, conceitos de racionalidades médicas e em saúde, saúde mental, autocuidado e cuidados integrativos, estimulando vivências práticas. “Vamos mostrar a avaliação realizada com atores do curso, relatando a construção coletiva também nessa fase, com as dimensões consideradas”, adianta Patrícia Pássaro, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) e colaboradora do ObservaPICS, falando em nome da equipe técnica do Observatório.

Integrantes e colaboradores do ObservaPICS também estarão discutindo práticas integrativas em outros momentos do congresso da Abrasco. No dia 28, os colaboradores do Observatório Rafael Dell Alba (Opas/OMS) e Mirna Teixeira (Ensp) participarão da Oficina de Mobilização de Agenda Comum em Medicinas Tradicionais, Complementares e Integrativas, debatendo com movimentos sociais financiamento e outras questões relacionadas a políticas das áreas. 

No dia 29, André Fenner, outro colaborador do Observatório, estará em oficina sobre saberes, territórios e experiências de formação comprometidas com a equidade. Ele, vinculado à Fiocruz Brasília, vai tratar da experiência com formação em auriculoterapia, homeopatia, fitoterapia e outras formas de cuidado. 

 

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