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A sétima edição do Boletim Evidências, do ObservaPICS, apresenta os resultados preliminares da pesquisa PICCovid, mostrando as práticas integrativas mais frequentes entre a população, os motivos de adesão às PICS e o perfil dos usuários. O estudo do Icict, ObservaPICS/Fiocruz e da FMP/Unifase, traz dados nacionais e regionalizados. Foi realizado a partir de um questionário on-line, aplicado entre agosto e dezembro de 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19 no país. Revela que 61,7% dos entrevistados praticavam, nesse período, uma ou mais terapias complementares.

Conforme os primeiros resultados da PICCovid, os usuários das práticas integrativas no Brasil são predominantemente pessoas maiores de 40 anos, com formação universitária. Entre as mulheres e os maiores de 60 anos, a proporção de praticantes também se destaca.

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MEDITAÇÃO, PLANTAS MEDICINAIS E REIKI

O boletim  traz análises dos achados e narrativas de praticantes que durante o isolamento social investiram no autocuidado, como Necy Castro (foto no alto da página/divulgação), do Distrito Federal, que faz meditação e usa plantas medicinais, e de Edvaldo Rosas (foto abaixo/divulgação), residente em Pernambuco, praticante de reiki e de meditação.

Na publicação, os pesquisadores Cristiano e Patrícia Boccolini explicam a metodologia e os objetivos da pesquisa. “Devemos avançar e ampliar os estudos avaliativos, precisamos entender como as práticas funcionam no cotidiano das pessoas e produzir informações que contribuam na tomada de decisão para políticas públicas”, observa a pesquisadora Islândia Carvalho, coordenadora do ObservaPICS.

Para Islândia, os resultados apontam ampliação do leque terapêutico nos cuidados com a mente, corpo e emoção, “um importante achado em tempos de crise sanitária e de comprometimento da saúde mental.”

Centro Oeste, Sul e Sudeste com maior adesão às práticas integrativas

61,7% dos brasileiros adotam práticas integrativas como meditação e fitoterapia para ampliar autocuidado