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Toda manhã de terça-feira, a cada 15 dias, um grupo de profissionais do SUS e usuários do Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde (Cerpis) de Planaltina, no Distrito Federal, reúne-se para contar experiências e relatar conhecimento sobre o uso medicinal ou culinário de uma planta. Essas rodas de conversa auxiliam no desenvolvimento de pesquisas na Farmácia Viva da instituição e ajudam a promover a cultura de uso racional de plantas medicinais usadas como chás, xaropes e outras formulações com fins terapêuticos.

 

      

O Projeto Rodas de Conversas sobre o Uso Racional de Plantas Medicinais conquistou o terceiro lugar do 1º Prêmio Saúde Cidadã da Secretaria de Saúde do Distrito Federal em 2018, recebendo R$ 100 mil que estão sendo investidos na melhoria predial da Farmácia Viva, espaço que engloba tanto a formação de mudas para doação à comunidade como o cultivo destinado a formulações em laboratório próprio da unidade. Com a reforma, o objetivo é retomar o processamento de plantas medicinais e a produção de fitoterápicos, numa parceria com a Escola Técnica de Saúde de Planaltina (CEP Saúde), o Centro de Práticas Sustentáveis do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), que fará a cessão de estufa para secagem de plantas medicinais, e do Instituto Federal de Brasília, Campus Planaltina, com a produção orgânica de plantas medicinais.

Embora a atividade no centro ultrapasse três décadas e meia, a institucionalização só ocorreu em 1999, com a aprovação da Lei 2.400 pela Câmara Distrital, que criou oficialmente o Centro de Medicina Alternativa de Planaltina, posteriormente chamado Cerpis. Além das práticas com uso de plantas, a unidade oferece tai chi chuan, liangong, automassagem, danças circulares, shantala, ioga, além de oficinas de homeopatia, terapias antroposóficas, entre outros.

Experiência pode ter sido a primeira do Brasil

  “A maior evidência da importância das práticas integrativas e complementares é a participação popular. Em 2018 fizemos 42 mil atendimentos”, afirma o médico acupunturista Marcos Freire Júnior, gerente do Cerpis e adepto das PICS desde o início dos anos de 1980.

Segundo Freire Júnior, o centro deve ser o primeiro de práticas integrativas do Brasil. Foi criado em 1983, muito antes do reconhecimento e instituição das práticas integrativas na saúde pública.  “Tudo começou com um canteiro de plantas medicinais. Um raizeiro da Bahia recebia as pessoas num espaço que se formava com mudas doadas pelo professor Jean Kleber, da Universidade de Brasília (UnB)”, conta Freire Júnior, que trabalha com práticas da medicina chinesa na saúde pública desde 1989.

Serviço

O Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde é uma Unidade Básica de Práticas Integrativas e Promoção da Saúde (UBS PIS) da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).      Tem página no Facebook (https://www.facebook.com/cerpis/),  divulgando sua  programação, oficinas e  eventos da rede de práticas integrativas do DF.

Dança circular e automassagem fazem parte da rotina de cuidados do centro de práticas integrativas de Planaltina/Divulgação/ Cerpis – Saúde DF