Todas as sextas-feiras à tarde, cerca de dez a 15 pessoas, reúnem-se no Laboratório de Práticas
Integrativas e Complementares em Saúde (Lapics) da Universidade Federal do Rio Grande do
Norte (UFRN) para participar da Roda Aromática (Foto/ Divulgação Lapacis), que trabalha com a aromaterapia, prática
terapêutica secular que utiliza óleos essenciais (OE) extraídos de plantas. Nesse trabalho, que
agrega exercícios de meditação e de respiração, o objetivo principal é promover saúde e bem-
estar físico e psicológico do paciente, além de harmonização energética. A escolha dos OE a
serem usados coletivamente acontece após a escuta dos participantes, que relatam suas
necessidades, o que querem cuidar: insegurança, apatia, ansiedade, concentração ou
imunidade, entre outras questões.

A técnica de uso dos óleos essenciais é a inalação direta. Com a ajuda de um
difusor ambiental, eles são lançados no recinto após serem acrescidos em água. Cada sessão
da Roda Aromática dura uma hora e é coordenada pela naturoterapeuta Nykole Passos. De
acordo com ela, a aromaterapia, uma das 29 PICS oferecidas pelo Sistema Único de Saúde
(SUS) é também aplicada em outras atividades e ambientes do Lapics, como na sala de espera
e no acolhimento dos pacientes que chegam ao laboratório pela primeira vez.

Nesse primeiro contato do “Acolhimento Integrativo Humanescente” (método implantado
validado cientificamente no Lapics), eles fazem avaliação energética, escalda-pés e ações que
envolvem a aromaterapia, além de meditação e auriculoterapia. Essa última prática integrativa
é parte da Medicina Tradicional Chinesa e caracteriza-se pela estimulação de pontos
específicos do pavilhão auricular para aliviar dores e/ou tratar problemas físicos e emocionais.

O Laboratório de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, vinculado ao
Departamento de Saúde Coletiva da UFRN, capacita profissionais do SUS para atendimento
com aromaterapia. A capacitação, de 60 horas, tem aulas práticas e teóricas, com emissão de
certificado. As secretarias municipais que queiram capacitar seus trabalhadores devem entrar
em contato com a coordenação do setor. “A aromaterapia é uma ferramenta de suporte que
pode potencializar as outras PICS. No Lapics, cada profissional tem atuação com essa prática”,
explica Nykole.

PACIENTES ACOLHIDOS POR TERAPEUTAS E RESIDENTES

Prédio anexo do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), o Lapics atende, em média, 300
pessoas por semana, recebendo pacientes de forma espontânea ou encaminhados pelo HUOL.
O acolhimento dos pacientes é realizado pelos alunos da Residência Multiprofissional
Integrada em Saúde e profissionais terapeutas integrativos preceptores da UFRN, que fazem
um módulo de 40 horas teóricos e 80 horas de prática no local. Agora em abril, o Lapics
passaria a receber também alunos da residência médica, ação que não foi concretizada por
causa da pandemia de Covid-19.

Com exceção de seis servidores da universidade e dos residentes, todos os demais
profissionais atuantes no laboratório são voluntários e passam por processo seletivo. Além da
aromaterapia, outras doze práticas integrativas são ofertadas: acupuntura, auriculoterapia,
constelação familiar, cromoterapia, imposição de mãos, terapia floral, reiki, arteterapia, dança
circular, yoga, meditação, reflexoterapia e fototerapia.

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