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Um projeto de cooperação entre o ObservaPICS e a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul (SES-RS) começou a ser elaborado para apoiar a formação em práticas integrativas e complementares de profissionais de saúde da atenção básica e acompanhar o impacto da implantação do modelo de cuidado na saúde dos usuários do SUS.

“O observatório vai apoiar a coordenação estadual da política a fazer um levantamento dos profissionais que desejam formação em PICS, orientando também o planejamento dessa formação a ser oferecida pela Escola de Saúde Pública do estado”, explica a coordenadora do ObservaPICS, Islândia Carvalho.

Islândia esteve pessoalmente com a secretária estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, Arita Bergmann, e dirigentes das áreas de assistência e atenção primária em saúde (foto/divulgação SES-RS), durante visita ao estado no dia 25 de outubro de 2019. Uma proposta inicial das pesquisas a serem desenvolvidas começou a ser elaborada.

“O papel do ObservaPICS será estimular pesquisadores da região a contribuírem com a SES na avaliação das intervenções”, informa a coordenadora do observatório.

Segundo ela, essa articulação para estudo das práticas considera as experiências exitosas relatadas no último encontro regional do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde. Um plano de ação deve ser iniciado em novembro de 2019.

“A pics são tecnologias potentes no cuidado à saúde para a atenção integral e a promoção à saúde das pessoas”, disse Alpheu Ferreira do Amaral Junior, especialista em saúde da SES, em publicação no site oficial da pasta. De acordo com a SES-RS, no estado são 300 municípios oferecendo práticas integrativas e complementares em saúde. Entre elas, auriculoterapia, acupuntura, práticas corporais da tradição chinesa, arteterapia, yoga e outras.

Articulação também em Alto Paraíso de Goiás

Esta parceria com a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul é a segunda em negociação este ano com gestores do SUS. Uma cooperação também está sendo acordada com a Prefeitura de Alto Paraíso de Goiás (foto), que iniciou a implantação de PICS na rede. Nesse caso, o ObservaPICS buscou apoio da Fiocruz Brasília, dos Institutos Sol e Espinhaço e da Associação dos Terapeutas de Alto Paraíso de Goiás.

Conhecida pelo turismo exotérico e de aventuras, Alto Paraíso de Goiás (GO), no Centro Oeste, está iniciando a oferta de práticas integrativas e  complementares em saúde na sua rede de atenção básica. A experiência é desenvolvida em parceria com organizações não-governamentais, como os Institutos Espinhaço e Sol, e a associação local de terapeutas, que fornecem voluntários para o atendimento à população a partir de triagens feitas nas unidades da Estratégia Saúde da Família (ESF). 

A convite do município e dos institutos, o ObservaPICS esteve na localidade em agosto deste ano, para conhecer o projeto e participar de um simpósio voltado aos profissionais de saúde e desenvolvimento social.

Aos usuários estão sendo oferecidas as práticas de ioga, reiki, massagem, acupuntura e consultas de medicina antroposófica no núcleo de PICS implantado no primeiro semestre deste ano numa das três unidades da ESF. O serviço funciona no bairro Cidade Alta e atende usuários encaminhados pelas três unidades da Saúde da Família do território. “Sou muito grato aos colaboradores que ajudaram na implantação das práticas integrativas. Isso vem contribuindo para melhorar o nosso sistema de saúde”, avaliou o prefeito Martinho Mendes (PR).

Segundo o gestor, o município de aproximadamente 7.500 habitantes, ultrapassa os 15% de investimento constitucional, mas não dá conta de todos os problemas. É que recebe uma população flutuante, de turistas, que eleva a ocupação para 15 mil e até 20 mil pessoas em meses de maior visitação, gerando demanda excessiva na rede de saúde.