O projeto ArticulaFito – Cadeias de Valor em Plantas Medicinais, iniciativa conjunta da Fundação Oswaldo Cruz e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), identificou 26 produtos oriundos de espécies vegetais, a exemplo de chás, colírios, repelentes e hidratantes, com potencial para diferentes mercados. O resultado desse trabalho será apresentado nesta segunda (24/05), às 14h, durante o seminário “Cadeias de Valor em Plantas Medicinais e a Agenda 2030: contribuições da sociobiodiversidade para reflexão sobre novos modelos de produção para a  preservação da vida e da saúde no planeta”, que integra a programação dos 121 anos da Fiocruz.

“No marco da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, esse mapeamento inédito aponta para experiências concretas de inclusão produtiva. São modelos produtivos protagonizados por agricultores familiares, povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais que movimentam uma economia que não é apenas monetária, mas também social, ambiental, cultural e participativa, constituindo o que chamamos de cadeia de valor”, explica a coordenadora técnica e executiva do ArticulaFito, Joseane Carvalho Costa,  pesquisadora da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) e do conselho do ObservaPICS. O ArticulaFito integra também o projeto Repare do Observatório.

O seminário desta segunda-feira será composto por três painéis, reunindo saberes tradicionais e o conhecimento científico: Estratégias para Uso Sustentável da Sociobiodiversidade; Agricultura Familiar e Desenvolvimento Sustentável; Saúde e Sustentabilidade: a visão de povos e comunidades tradicionais. Na abertura, estarão Paulo Gadelha, coordenador da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030, e Fernando Schwanke, secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, sob moderação de Valcler Rangel, coordenador de Relações Institucionais da Fiocruz. Acesse o link da transmissão.

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